Detecção de ondas gravitacionais reforça teoria do Big Bang

Inflação cósmica

Quase 14 bilhões de anos atrás, o Universo explodiu em existência em um evento extraordinário chamado Big Bang.

Na primeira fração de segundo, ele expandiu-se exponencialmente, dobrando de tamanho 60 vezes em 10-32segundo – um evento chamado inflação cósmica.

Tudo isso, é claro, era apenas teoria – até agora.

Pesquisadores do observatório BICEP2 (Background Imaging of Cosmic Extragalactic Polarisation), um radiotelescópio instalado no Pólo Sul, afirmam ter encontrado a “primeira evidência direta” para essa inflação cósmica.

Os resultados não foram ainda publicados em uma revista científica, só tendo sido avaliados pela própria equipe.

Mas, se estiverem corretos, são históricos, representando muito mais do que um embasamento para a teoria da inflação cósmica.

Os dados também representam a primeira demonstração de que as ondas gravitacionais realmente existem. Essas ondulações do espaço-tempo foram previstas por Albert Einstein, mas nunca foram detectadas diretamente.

Finalmente, os dados confirmam uma profunda conexão entre a mecânica quântica e a relatividade geral.

Isto porque, como a inflação cósmica é um fenômeno quântico, o fato de que ela tenha produzido ondas gravitacionais é uma demonstração de que a gravidade tem uma natureza quântica, da mesma forma que as demais forças da natureza.

“Detectar este sinal é um dos objetivos mais importantes da cosmologia atual. Um monte de trabalho, feito por um monte de gente, nos levou a este ponto,” disse John Kovac, do Centro Harvard-Smithsoniano de Astrofísica, coordenador da colaboração BICEP2.

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